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Como vim parar na França

29.02.2016

 

 

Tenho esse blog há menos de dois meses e já recebo MUITAS perguntas sobre como vim parar na França! Então resolvi dividir aqui com vocês.

 

Eu me mudei 2 vezes para a França antes dos 25 anos. Na primeira, como estudante. Na segunda, já casada, vim com visto de trabalho (e estou até hoje). Aqui alguns detalhes da minha jornada:

 

Estudei Francês desde os 11 anos. Confesso que nunca tive vontade, mas o fiz por insistência do meu pai, que queria muito que eu aprendesse a língua. Hoje sou eternamente grata a ele!

 

 

Vim para a França pela primeira vez como turista em 2002, aos 16 anos. Passei um mês em Cannes estudando francês com meu irmão e duas amigas muito queridas.

 

Na ocasião, nem mesmo conheci Paris! Apenas as cidades ali em volta (Nice, Monaco, St Tropez...).

 

 

Foi uma experiência maravilhosa! Estudamos no 'Colège International de Cannes' (foto acima). Os custos eram mais baratos que hoje em dia, mas ainda significaram um investimento importante do meu pai. Decidi que queria morar aqui por algum tempo, mas percebi também que precisaria de alguma bolsa ou salário, pois tudo por aqui era extremamente caro.

 

Em 2006, estava cursando engenharia de produção na UFRJ e tentei fazer prova para os programas de duplo-diploma oferecidos pela universidade. Tentei todas as universidades da França e também algumas nos EUA, caso não passasse para cá. De todos os processos seletivos, o mais difícil era o da École Polytechnique, possivelmente a universidade mais renomada de França.

 

Fundada por Napoleão e conhecida pelo apelido 'X' (leia-se "ics"), é uma escola militar de muito prestígio, mas também muito difícil. Precisei passar por três provas orais com professores franceses (matemática, física e cultura geral científica).

 

Logo antes das provas da Polytechnique, recebi o resultado de que eu não havia passado para a école Centrale (que não tinha provas, apenas análise de currículo). Fiquei arrasada, pensando que se não tinha passado para a Centrale, nunca passaria para a Polytechnique.

 

Ainda mais quando, durante a prova da X, um dos professores me perguntou por que eu não tinha tentado a école Centrale! Decidi ser bem sincera e larguei na lata: "eu tentei, mas não passei!", pensando: Seja o que Deus quiser!

 

E na sua infinita misericórdia, Deus quis!!! Quase caí para trás quando recebi o email da Polytechnique avisando que eu tinha sido aceita. Fiz parte da turma X-06, com direito a uniforme militar e tudo! ;)

 

 

 

 

A cereja no topo do bolo: além da bolsa de estudos em que não precisei pagar nada, ainda recebi uma ajuda financeira da empresa Axa Private Equities - assim pude passar quase 3 anos aqui me preocupando apenas em estudar (e como estudei!).

 

Durante esse tempo todo, continuei namorando à distância o amor da minha vida, que hoje é meu marido: David!

 

Ao terminar a Polytechnique, precisei voltar para o Brasil para cursar mais um ano na UFRJ afim de conseguir meu diploma brasileiro. Voltei, casei, me formei.

 

 

Comecei a procurar emprego e passei em três processos seletivos para trainee: dois em São Paulo e um em Goiânia. Também recebi uma oferta de emprego em Paris. Agora vocês me ajudem: entre me mudar para SP, Goiânia ou Paris, qual vocês acham que eu escolhi? Pensei : vou para Paris!!

 

Nada contra as duas outras cidades... mas para o meu marido também era mais interessante pois ele passou para um mestrado em teologia e filosofia aqui, e tinha planos de pastorear uma igreja na França (onde apenas 2% da população é protestante).

 

Assim vim para a França pela segunda vez com um visto de trabalho (que é muito mais demorado e difícil de sair: demorei meses para conseguir o visto, mesmo com contrato de trabalho assinado!)

 

Depois disso consegui a cidadania francesa (saiba como).

 

E essa foi a história de como vim parar por aqui! Se quiser ler um pouquinho mais sobre a minha história, veja esse post com 20 fatos sobre mim.

 

 

 

 

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